Uma vez me perguntaram se eu tinha alguma certeza na minha vida.
Tenho. Tenho várias certezas. Tenho que ter. São elas que marcam meus objetivos, minha moral, meus costumes, meu jeito de viver e quem eu sou.
Mas a única verdadeira certeza, aquela que faço questão de manter como exceção à minha própria regra sobre elas, é que as minhas certezas não são imutáveis.
Todas as minhas certezas (ou quase todas) são sempre colocadas em dúvida. Sempre testadas para serem destruídas ou reafirmadas.
Elas devem ser duvidadas e testadas. Constantemente.
Acho que acabaria tornando a convivência com as outras pessoas muito complicada se considerasse minha visão sempre certa.
Duvide-se. Arrisque-se. Melhore-se.
Bjos e abraços devidamente distribuídos! Saudades daqui….
Outro dia estava eu a checar o computador para ver se tinha novos e-mails, o celular para novas mensagens e a secretária eletrônica para novos recados quando toca o telefone. Odeio quando o número é não identificável! Tenho que esperar até depois do alô para saber quem me liga. Isso deveria ser proibido! Mas enfim, era minha prima ligando do trabalho:
- Pedro, querido, te mandei uma carta, tá? Me avisa quando chegar?!?
- Mas sobre o que se trata?
- Ah…você vai ver!!! Acho que vai gostar….
Quem liga para avisar que mandou uma carta? Parece que ela não me conhece! E por que logo uma carta?? Hoje com toda a evolução dos computadores, custava mandar um e-mail que era mais rápido? Pelo menos eu lia na hora! Não aguento o suspense de esperar mais de 10 minutos antes de checar minha caixa de entrada em cada um dos 3 e-mails que eu tenho…imagina esperar dois dias por uma carta? Uma carta que eu sei que vai vir. Se eu não soubesse, seria uma surpresa….mas avisar que ela vem por telefone e nem adiantar o conteúdo é uma tortura! É querer me ver sofrer!
Além de tudo, ela acha que eu vou gostar! E se for uma notícia ruim só para mim mas boa para ela? Tipo, a Petrobrás vai falir! Ela vendeu as ações e eu não. Ela ficou feliz, eu não. Mas não, não tenho ações na Petrobrás. Nem nela e nem em nenhuma outra empresa na bolsa. Não mais, pelo menos. Não aguentava o suspense do sobe e desce, arranquei todo o meu dinheiro e depositei tudo na poupança. Mais seguro. Mas esse não é ponto principal.
Voltemos a carta. Uma carta virá a mim. O conteúdo? Não sei. Sabe…eu não sei! E eu preciso saber! Será que eu posso subornar o governo para fazer chegar antes? Será que minha prima diria para mim o conteúdo estando sob tortura? E SERÁ QUE OS CORREIOS AINDA ESTÃO EM GREVE E VAI DEMORAR UMA ETERNIDADE!?! Se eu ainda tivesse unhas…certeza que hoje elas teriam ido embora de vez. Mas já foram…junto com as minhas ações. Droga.
O dedo coça… a mão avança e, sem perceber, a digitação começa. Por que? É difícil evitar o começo e impossível parar depois que se inicia. Os olhos percorrem a janela, as muitas janelas… já nem sei mais o que olhar. Só preciso olhar tudo ao mesmo tempo. Acho que preciso de duas telas… Uma se tornou pouco. É tudo rápido, muito rápido. Sempre tem coisa nova. Mas para que algo novo a cada 3 minutos? O tempo fica pouco… e a protelação aumenta. Afinal, eu sempre posso deixar para depois. Isso eu não posso deixar para depois… por que é que muda a cada três minutos! TRÊS MINUTOS! É só eu passar uma única noite dormindo que eu já perdi tanto!!!! Mas não consigo protelar meu sono… o resto eu ponho em espera. Ainda dá para fazer tudo atendendo ao celular, conversando com os amigos e apertando o reload. Na verdade, nem isso se precisa mais. Isso é feito automaticamente para você. Oi, meu nome é Pedro e eu sou viciado em internet. Mas como não ser? Ela está logo ali, o dia inteiro, me chamando… e tudo que eu preciso é de um único dedo. Demorei quatro dias para escrever esse texto. Demorou para vir a inspiração. Estava checando a folha on-line, o globo.com, o UOL, o Terra e esqueci. Esqueci não… protelei. E foi checando mais uma vez a internet que me percebi um viciado. Vou parar! Sei que vou parar! Mas não agora… daqui a pouco, afinal de contas… tenho notícias novas para ler…
às vezes tenho preguiça de acentos.
Nao sei muito bem o por que.
às vezes os ponho. as vezes esqueço.
mas sei q eles estão sempre alí.
aqui nao tem acento. talvez por isso me confundo.
e quando ninguém percebe, eu nao ponho nenhum.
nem mesmo o tio…q me irrita por tornar
tudo tão grandão. Principalmente com coisas
que não merecem tanta exaltacao.
a cedilha dá mais trabalho. ela pode não ser acento.
mas funçiona como se fosse. e açho ela bonita.
mesmo no lugar errado. e na hora errada.
mesmo quando age imprudentemente, transformando
a louca em louça. ela pode ser bem perigosa.
acentos me confundem. me surtam. me enlouqueçem.
e eis q ela surge de novo, erronaeamente…
só para dar o ar da graça. so para isso.
Acentos me incomodam mais que a pontuação extremamente
necessária para dar sentido ao texto e não te fazer perder
o folego na hora de ler o que escrevo.
Por que tanto acento diferente? tanta fôrma diferente…
é para um lado. è para o outro. é para proparoxítona, mas nao para paroxitona
a não ser que..e que….e que…
Desse artificio, nao faço mais questao.
Menos a cedilha. ela fica. ela eu deixo ficar.