A testa franze e elas se entortam para dentro. O movimento é quase involuntário. No início, parece o encontro de duas amigas que não se viam há séculos. Mas esse encontro é seguido por seus vizinhos de perto. Tudo ao seu redor muda, anunciando uma verdadeira tempestade. O encontro indica exatamente tudo que se precisa saber: ele está puto.
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Ele te acompanha. Não sozinho no início. Sempre ao lado de seu irmão gêmeo. Semi-cerrados, te encaram ferozmente. Ai você faz exatamente aquilo que eles temiam. Quem se manifesta primeiro é o da direita que fecha violentamente. O outro permanece imóvel durante o processo. A última coisa que se escuta é um foda-se tão fortemente proferido que a freira que estava passando ao lado tropeça e sai em pavor.
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Minhas sobrancelhas não são tão expressivas. Nem meu olho direito é tão comunicativo. Acho isso uma pena! Mas todos nós temos detalhes característicos…aquilo que nos identifica. Ficamos horas parados olhando para uma pessoa e às vezes nem percebemos aquilo que a distingue. Pode ser o detalhe das mãos quando fala, do cabelo em via de mão dupla, do nariz construído depois de muita dor, da franja que cai sobre os olhos, da boca fina e marcante, da língua que umedece constantemente os lábios, das palmas em círculos…
Tudo isso às vezes simplemente passa. Será por que o outro foi muito ausente? Será que não demos a atenção devida? Ou será que nada disso importa? O que fica no processo?
(ps: estou batendo recorde atrás de recorde no tamanho dos meus títulos!!! uhuuuuuuuuuuuu)